quinta-feira, 31 de maio de 2012

MIMO 90º



Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água
...
Eugénio de Andrade ...

quarta-feira, 30 de maio de 2012

regalos LXIX

para além dos limites, fica a estética e ...

terça-feira, 29 de maio de 2012

consolos LXXIV

(Ferraria, ago 2011)
Um sorriso a nascer límpido na boca, a sombra de uma videira com insectos, o musical crescimento dos filhos, dos lírios, a escada de luz no teu cabelo, o calor da mão que dorme no meu peito e, sim, a simples memória de te esperar no carro, antes de tudo isso acontecer. 
Miguel Espínola...poema celular


Gosto, muito...
(vantagem do blog: posso por muito mais do que apenas gosto :-))

sexta-feira, 11 de maio de 2012

sombras...

morreu...mas fica-nos a obra...


Maria João Seixas – Bernardo, diz-me quem és.
Bernardo Sassetti – Que difícil! Sou um terrestre, muitas vezes feliz, mas um terrestre que  caminha de 
uma forma muito aérea, muito suspensa, à procura de qualquer coisa, sobretudo na 
música, que ainda não sabe muito bem o que é. E isso inquieta-me o espírito. Sempre. 
Vivo com esta inquietação vinte e quatro horas por dia.

a ler na íntegra...aqui!!!


sábado, 7 de abril de 2012

MIMO 88º



perfeição, requinte, beleza,...mas sobretudo SABOR...nham nham
:-))))

sexta-feira, 6 de abril de 2012

regalos LXVIII

Cycling Season has begun...

(Praia Sta Bárbara- Ribeira Grande 6abr'12)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

MIMO 87º


Talvez em 2013...

sábado, 18 de fevereiro de 2012

NÃO ESQUECER #C

O professor senta-se junto de um dos seus alunos. A janela está aberta e sente-se o ar frio do inverno na respiração. O professor quer dizer uma série de coisas, especialmente porque começam agora as férias de natal e sente que o menino está triste, que se sente sozinho. lembra-se de uma história persa que ouviu em criança e vira-se para o aluno:
- Disse Muqatil al - Rashid que quando divide um queijo ao meio fica com duas metades, mas quando divide um cabelo não fica com duas metades de cabelo, mas sim com dois cabelos. Há quem diga o mesmo do amor, que se for dividido em dois, como quando temos dois filhos, são dois amores inteiros e não um dividido por dois. E assim, também acontece quando se tem apenas um dos nossos progenitores. Apesar de um deles ter morrido, continuamos a ser amados de um modo total. Se retirares metade do infinito ao infinito, ficas com o infinito à mesma. Percebes o que te estou a dizer?
- Sim, diz o menino.
- Sei que o teu pai não está muito tempo em casa e sentes a falta da tua mãe...
- Não está.
- Mas não é motivo para tristezas e nem podes achar que ele gosta menos de ti por isso. É o trabalho, mas...
- Sim.
- Quando dividimos algumas coisas em dois, não obtemos metades. lembra-te disso, mas sim duas coisas inteiras. Repara: quando um homem divide um pão e um queijo com outro homem, não ficam duas metades de pão e queijo, mas sim duas refeições inteiras. A Matemática que se aprende na escola não inclui estas operações que estão mais de acordo com os nossos sentimentos e menos de acordo com os números. Compreendes o que te quero dizer?
- Sim.

O menino volta para casa enquanto o professor, com uma lágrima nos olhos, olha para ele.

Já é de noite e a casa está em silêncio. o menino abre os olhos quando ouve o pai chegar. Fica deitado, mas não consegue adormecer e passado uma hora, levanta-se da cama. Dirige-se à despensa e depois ao quarto do pai. Tira as algemas que estão penduradas no cinto que, por sua vez está pousado nas costas da cadeira onde o pai deixa a farda quando se vai deitar. O menino com gestos delicados, pega nas mãos do pai que dorme um sono pesado, de cansaço - nem sequer acorda com o barulho das algemas a fecharem - se junto à cabeceira da cama, apenas geme qualquer coisa e volta a ressonar. Só acorda quando sente uma dor aguda no flanco.

Ao tentar mexer os braços, não consegue, tenta mexer as pernas, mas estão atadas aos pés da cama. faz uns gestos bruscos para tentar libertar-se. O menino continua a serrar-lhe o flanco, apesar dos gritos. Só ao cabo de 12 minutos é que o pai desmaia e os gritos cessam. A cama está cheia de sangue e o menino continua a serrar até conseguir, passado hora e meia, dividir o pai em dois. O que obteve com aquela divisão, não foi um pai e uma mãe, como esperava, mas sim uma infinita solidão.

Duas Metades, Afonso Cruz (na edição nº 1075 do JL)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

NÃO ESQUECER XCIX

Fevereiro... tempo de podas...

(Ponta Delgada, S.Miguel - 2 Fev'12)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

regalos LXVII


Muito bom para ver no final de ano...quando é quase inevitável que façamos balanço a nós próprios!

domingo, 11 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

NÃO ESQUECER XCVIII

Necroturismo! Hoje no i


(esculturas sepulcrais da autoria de 

Nota: as flores são esporádicas

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

NÃO ESQUECER XCVII

Bom fim de semana!
(Algures por aí...)


Há muitos anos que não ouço essa expressão: 
Eh que grande virgulino!!! 

Vê-la escrita foi bastante engraçado sobretudo longe...ou nem tanto...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

consolos LXXIII

 
 
 
Algures por aí...

Consideremos o jardim, mundo de pequenas coisas, 
calhaus, pétalas, folhas, dedos, línguas, sementes. 
Sequências de convergências e divergências, 
ordem e dispersões, transparência de estruturas, 
pausas de areia e de água, fábulas minúsculas.

Jardim, António Ramos Rosa

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

brindes...


lá diz o ditado:
" a moda é para todos, nem todos são para as modas"

sábado, 26 de novembro de 2011

consolos LXXII

(algures em S.Miguel)

"A Poesia é a expressão do belo por meio de palavras artisticamente entretecidas:" esta definição pode servir para um dicionário ou manual, mas todos sentimos que é um pouco débil.
(...)não sabemos defini-la por outras palavras, assim como não sabemos definir a cor vermelha ou amarela ou o significado da ira, do amor, do nascer ou pôr do sol. Estas coisas estão tão fundas em nós que só podem exprimir-se mediante esses símbolos vulgares que partilhamos. (...)
tenho uma citação de Santo Agostinho que vem mesmo a propósito, parece-me. Dizia ele: "O que é o tempo? Se não me perguntarem o que é o tempo, eu sei. Se me perguntarem o que é, então não sei." Sinto o mesmo em relação à Poesia. ...e não só! (diria eu :-) )



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

regalos LXVI

O título do novo filme de Almodôvar: 
"A Pele Onde Eu Vivo" 
fez-me lembrar o poema de David Mourão-Ferreira: 
"A Pele": 
Quem foi que à tua pele conferiu esse papel de mais que tua pele ser pele da minha pele
 ...e como parece que depois de vê-lo poderia não querer associá-los...faço-o ainda na ignorância do conteúdo e apenas seduzida pela poética do título! 
Bom fim de semana!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

NÃO ESQUECER XCVI

leitura obrigatória :-) porque há mais vida para além da CRISE...


ah...pois é!!!

sábado, 12 de novembro de 2011

NÃO ESQUECER XCV



...o melhor do mundo são mesmo as crianças... :-))))