quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

consolos XLVI


A minha vida
foi um mau sonho
mas agora é minha
eu sou eu

Adília Lopes

domingo, 17 de janeiro de 2010

MIMO 35º

(Horta, 17 de Jan 2010)
um seixo em cada mão e o mar
às costas. a tua ausência será
um calendário de pedras.

Renata Correia Botelho

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

regalos XL

Catarina Branco e a sua exposição Fenais da LUZ...


Relíquia 1 ,,,,,,,,,,, ,,,,,,,, ,,,,,,,,,,,Intervalo de luz
papel recortado à mão

A vida recortada em matizes. A vida recordada em matizes.
O rigor branco e negro das gaivotas questionando o mar, o amarelo das conteiras nas encostas. A força verde com que a ilha se lança na lonjura. O manto azul e protector com que a lonjura regressa à ilha.
A alegria da festa, do riso casto, dos rebuçados desenrolados com o nervosismo de quem espera descobrir, no embrulho recortado com uma arte de criar sonhos, o mapa do tesouro. O mapa da vida.
A vida dita pelos desígnios de uma lâmina.
Porque a mão, ao recortar este papel, assina-o. Dá-lhe um nome e um espaço, a proximidade quente de um verso familiar...
Renata Correia Botelho no catálogo de Fenais da LUZ

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

regalos XXXIX


O RIO DA POSSE

...

cada um de nós é dois, e quando duas pessoas se encontram, se aproximam, se ligam, é raro que as quatro possam estar de acordo. O homem que sonha em cada homem que age, se tantas vezes se malquista com o homem que age, como não se malquistará com o homem que age e o homem que sonha no Outro?

...

O amor quer a posse, mas não sabe o que é a posse. Se eu não sou meu, como serei teu, ou tu minha? Se não possuo o meu próprio ser, como possuirei um ser alheio? Se sou já diferente daquele de quem sou idêntico, como serei idêntico daquele de quem sou diferente?

O amor é um misticismo que quer praticar-se, uma impossibilidade que só é sonhada como devendo ser realizada.

Livro do Desassossego, Fernando Pessoa

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

MIMO 34º

When you're in my arms and I feel you so close to me
All my wildest dreams come true


I need no soft lights to enchant me
If you'll only grant me the right
To hold you ever so tight
And to feel in the night the nearness of you

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

MIMO 33º

Blaues paar am wasser, Marc Chagall

vem, meu amor, traz contigo os lilases.
segue as pistas que te deixei
entre as pedras da memória.

vem guardar-nos do inverno.

Renata Botelho

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

afagos XLII



bonozenchar 2010 (bolo de noz com encharcada)


Bom Ano Novo... cheio de sabores!!!!!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

consolos XLV

Andando, Hirokazu Kore-eda

Vê-lo foi uma guloseima extra neste Natal! E a música é o ponto de pérola deste bom(-)bom...do cinema.

sábado, 26 de dezembro de 2009

regalos XXXVIII

(Bin-jip, kim ki-duk)

Lembrei-me desta imagem depois de um, muito agradável, chá preto tomado no Pavilhão Chinês.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

consolos XLIV


BOAS FESTAS!!!

(Lisboa, 25 Dez 2009)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

MIMO 32º


Sangre de mi sangre

Más fuerte que mi orgullo son tus ojos.
Más fuerte que tu engaño es mi pasión.
Prendida en mi existencia como abrojo
te burlas de mis sueños y mi amor...
Clavada como un garfio entre mi carne
palpitas, noche y día, siempre estás,
en vano es que pretenda rebelarme
la seda de tu carne puede más...

Inútil, cada vez te quiero más...
Te llamo, y jamás te he de olvidar...
Como sangre de mi sangre yo te siento
que aquí estás y tu ausencia me lastima
como hoja de un puñal...
Tus ojos, en mis ojos siempre están.
Yo siento, que te quiero... ¡y nada más!

Me aprietan las cadenas de tu hastío.
Quisiera darte el cielo ¿y para qué?
El fuego de tus labios ya no es mío
todo eso lo he llegado a comprender...
En esa cerrazón de mi locura
me aferro a un imposible, sin razón.
Tú eres esa estrella inalcanzable
que ríe allá en el cielo de mi amor...


Chola Luna

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

NÃO ESQUECER LIV

Hábitos de vida saudáveis... a começar um mês tão propício a excessos


maracujá da índia

lanches suculentos ricos em ferro...

sábado, 28 de novembro de 2009

regalos XXXVII


Nos lençóis desta semana

dez asas de formiga são ábaco

de areia dedos lábios

oito manchas de amor directo

quatro ais que definham em poente

surdo de arder por dentro

na hora em que nos comemos

no halo branco dos pátios

e o violino vibra as cordas

de pavões enrouquecidos

fodemos na visão íntima de uma praia

tu gravas-me no braço versos felizes

versos que te dou em palavras de carne

pelo corpo magnânimo se espalha

o teu novo poema espumado

e posso finalmente roer o véu à tarde

e rir ao chegar o cadafalso

a teu lado num quinteto intacto de ursos

vejo no ar o trágico o natural

o caloroso fundo do teu corpo

abre à minha boca a corola provençal

Miguel C.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

consolos XLIII

Ontem na Horta...

Les Plages d' Agnès

numa palavra: BELO!!!

delícias...

(codornizes recém nascidas - Ribeira Grande)

Esta notícia reforçou a minha convicção da importância da ruralidade em meio urbano!!! :-))))

domingo, 15 de novembro de 2009

regalos XXXVI


Nada é tão simples como sonhar com um ramo. Já é mais difícil caligrafar sobre ele.
.

Amigo e Amiga de Maria Gabriela Llansol

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

consolos XLII


Caim abraçou-a, mas entrou nela suavemente, sem violência, com uma doçura inesperada que quase a levou às lágrimas.

Caim, José Saramago

domingo, 1 de novembro de 2009

NÃO ESQUECER LIII


e é mais um dia de pão por deus que passa...

os chocolates (miniaturas em embalagens individuais) substituem o milho cozido e as castanhas...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

afagos XLI

De tudo meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encanta mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei-de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

Soneto de Fidelidade, Vinicius de Moraes

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

NÃO ESQUECER LII

História de quem perde a sombra no Chapitô*

*"dois corpos nunca se envolvem sem antes se envolverem as sombras"

(...)
Afinal qual é o problema de não ter sombra?
A solidão. Mostra a história que sombra não é nada quando a temos mas quando a perdemos ninguém quer saber de nós porque nos falta o fundamento da nossa pertença. Peter é assim banido percebendo no pior momento a falta que faz o traço que desenha a presença. E alguém que não tem figura não pode partilhar afectos nem entregar-se ao amor.
(...)

O espectáculo sobe ao palco do Chapitô quinta e sexta-feira às 21.30 e sábados e domingos às 16.00 até 13 de Dezembro.