A minha vida
foi um mau sonho
mas agora é minha
eu sou eu
Adília Lopes

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cada um de nós é dois, e quando duas pessoas se encontram, se aproximam, se ligam, é raro que as quatro possam estar de acordo. O homem que sonha em cada homem que age, se tantas vezes se malquista com o homem que age, como não se malquistará com o homem que age e o homem que sonha no Outro?
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O amor quer a posse, mas não sabe o que é a posse. Se eu não sou meu, como serei teu, ou tu minha? Se não possuo o meu próprio ser, como possuirei um ser alheio? Se sou já diferente daquele de quem sou idêntico, como serei idêntico daquele de quem sou diferente?
O amor é um misticismo que quer praticar-se, uma impossibilidade que só é sonhada como devendo ser realizada.
Livro do Desassossego, Fernando Pessoa
Andando, Hirokazu Kore-eda
(Bin-jip, kim ki-duk) Lembrei-me desta imagem depois de um, muito agradável, chá preto tomado no Pavilhão Chinês.
Más fuerte que mi orgullo son tus ojos.
maracujá da índia
lanches suculentos ricos em ferro...
Nos lençóis desta semana
dez asas de formiga são ábacode areia dedos lábios
oito manchas de amor directo
quatro ais que definham em poente
surdo de arder por dentro
na hora em que nos comemos
no halo branco dos pátios
e o violino vibra as cordas
de pavões enrouquecidos
fodemos na visão íntima de uma praia
tu gravas-me no braço versos felizes
versos que te dou em palavras de carne
pelo corpo magnânimo se espalha
o teu novo poema espumado
e posso finalmente roer o véu à tarde
e rir ao chegar o cadafalso
a teu lado num quinteto intacto de ursos
vejo no ar o trágico o natural
o caloroso fundo do teu corpo
abre à minha boca a corola provençal
Miguel C.
(codornizes recém nascidas - Ribeira Grande)
Esta notícia reforçou a minha convicção da importância da ruralidade em meio urbano!!! :-))))
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Caim abraçou-a, mas entrou nela suavemente, sem violência, com uma doçura inesperada que quase a levou às lágrimas.
e é mais um dia de pão por deus que passa...
os chocolates (miniaturas em embalagens individuais) substituem o milho cozido e as castanhas...
De tudo meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encanta mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei-de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Soneto de Fidelidade
, Vinicius de Moraes
História de quem perde a sombra no Chapitô* *"dois corpos nunca se envolvem sem antes se envolverem as sombras"