Algures por aí...
calhaus, pétalas, folhas, dedos, línguas, sementes.
Sequências de convergências e divergências,
ordem e dispersões, transparência de estruturas,
pausas de areia e de água, fábulas minúsculas.
Jardim, António Ramos Rosa
O título do novo filme de Almodôvar:
"A Pele Onde Eu Vivo"
fez-me lembrar o poema de David Mourão-Ferreira:
"A Pele":
Quem foi que à tua pele conferiu esse papel de mais que tua pele ser pele da minha pele
...e como parece que depois de vê-lo poderia não querer associá-los...faço-o ainda na ignorância do conteúdo e apenas seduzida pela poética do título!
Bom fim de semana!
(Cais da Madalena, Pico - 7 Nov'11)
AS IMPENSÁVEIS PORTAS DA ILUSÃOO que leva o meu barco
Marina Tsvétaïeva (carta nº 27 a Rilke) in Correspondência a três
Pai. Eu, a minha mãe. A madrugada. Desinteressado do nosso cansaço, o sol levantou-se no céu. E parou. O sol parou. Entre mim e ela deixou de haver tempo. Parou o tempo. Nos meus olhos, a tua mulher sem ti, a tua viúva. Nos seus olhos, eu. E sobre nós, em nós, tu, a tua presença, a tua ausência. E separados por nada, os olhares maciços, um dentro do outro e esse dentro do primeiro; os dois olhares na unidade fixa de um único.




Tous ceux qui parlent des merveilles

O Mestre, Ana Hatherly